Universidade - Vocação, Liberdade e Descoberta[1]

Pode parecer pretensioso que um miúdo de vinte e um anos, acabado de sair de uma licenciatura em Direito, se proponha falar sobre: "Universidade - Vocação, Liberdade e Descoberta", em algumas linhas. Se posso dizer algo em minha defesa é que eu sempre me senti fascinado pela Universidade e que raramente me arrependo de ouvir alguém falar sobre aquilo que o fascina. Posso ainda acrescentar que a culpa não é minha - a busca pela culpa, essa constante nos juristas. A Universidade foi para mim um trauma de infância: os meus pais são ambos professores universitários, bem como muitos dos seus amigos e alguns familiares ... Por isso eu devo ter ido arrastado a provas de doutoramento antes de pôr os pés numa escola. E por isso também, é que, ainda antes de saber escrever o meu nome, anunciei aos meus pais que iria começar a fazer a minha primeira tese: "sobre  LEGOS".

Gostava de falar de como vejo a Universidade e das formas como encaro os desafios que se lhe colocam. Espero que, no final, partilhem um pouco da minha visão das coisas e que se sintam inspirados a mudar a realidade à vossa volta, na certeza de que quem acredita em algo e não o vive está a mentir a si próprio, primeiro ainda que aos outros.

Mas vamos por ordem: em outubro de 2006, entrei na Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Para quem não conhece, mas sobretudo para quem conhece, é um sítio bem engraçado. Num dia de sol, a fachada vestida de branco e amarelo encara-nos serena e brilhante; subimos as escadas de pedra e entramos num átrio amplo de mármore com uma elegante escadaria que dá para a biblioteca. À noite, os corredores estão tão vazios que só conseguimos ouvir os nossos passos, mas em tempo de exames eles enchem-se de estudantes em gritos de ansiedade, êxtase ou desilusão. Para mim é um lugar mágico e há tanta coisa para fazer! No bar, discute-se filosofia numa mesa e a vida dos noutros na do lado. É possível falar de política ao balcão com o senhor Nelson do bar e folhearem-se os jornais do dia, adiando a hora do estudo ou esperando pela próxima aula. No salão nobre, recebemos os nossos convidados, estendemos capas, lançamo-las ao ar, cantamos adeus aos que vão e celebramos instantes da juventude.

Quando entrei na Faculdade era mais ou menos assim, mas tenho a certeza que não seria muito diferente daqueles que entraram em qualquer outra Universidade europeia há oitocentos anos atrás. Aliás as Universidades também não mudaram assim tanto: e ainda bem! A história repete-se um pouco por todo o lado: as Universidades começaram como locais de reunião entre estudantes e professores. Novos estudantes traziam vontade de aprender novas coisas, novos professores traziam novos livros e novas coisas para ensinar e o número de matérias cresceu, foram-se ampliando edifícios com o apoio de mecenas locais, de Igrejas, de senhores feudais ou do Estado. Mas a ideia básica continuou a mesma: reunir quem quer aprender e quem quer ensinar. Curiosamente, estudantes e professores até gozavam de maior mobilidade há oitocentos anos do que nos dias de hoje.

Quando, há algum tempo, fui convidado para falar pela primeira vez sobre este tema, assaltou-me uma questão: mas afinal o que são as Universidades? E quando uma dúvida assalta um jurista, a sua deformação em Direito impele-o a vasculhar os códigos em busca da resposta da   lei. E foi o que eu fiz. Descobri que tem qualquer coisa a ver com a "qualificação de alto nível dos portugueses, a produção e difusão do conhecimento, bem como a formação cultural, artística, tecnológica e científica dos seus estudantes, num quadro de referência internacional". Hum ... Pois, eu também.

Então fiz aquilo que qualquer miúdo de vinte e um anos faz: fui à Wikipedia! Lá descobri que "uma universidade é uma instituição pluridisciplinar de formação de quadros profissionais de nível superior, de pesquisa e de extensão e de domínio e cultivo do saber humano".

Assim, pareceu-me seguro concluir que as Universidades fazem Formação, Investigação e Extensão. Mas o que é que isto quer dizer? E será que é isto que as Universidades andam a fazer?

É muito fácil quando temos uma missão difícil e de grande envergadura perdermos a noção da missão em si, tomarmos a parte pelo todo, o efeito pela causa, os meios pelos fins. Imaginemos que o nosso objetivo é ter muitas borboletas no nosso jardim. Há quem ande atrás de borboletas e há quem cuide bem do jardim. As Universidades andam muito cansadas a correr atrás de poucas borboletas, quando muitas vezes têm jardins cheios de potencial.

Mas a culpa não é só das Universidades, porque nós, enquanto membros de uma sociedade, também temos de definir melhor o que queremos delas. E depois ter consciência de que não se pode ter tudo por vinte e cinco tostões. As Universidades ficam incrivelmente baratas aos indivíduos e ainda mais baratas às sociedades que as financiam, se olharmos aos benefícios que retiramos delas. Se não vejamos: uma boa Universidade o que é que tem de fazer? Boa Investigação, boa extensão, boa formação.

Boa Investigação é a busca de conhecimento científico em diferentes áreas, a busca  independente da verdade, pesquisa original. Mas também é a investigação que procura responder às questões certas, que procura resolver problemas, em especial os mais urgentes, a que nos faz compreender melhor o mundo ou lidar melhor com os seus desafios.

Boa extensão é o bom serviço à comunidade: respondendo aos problemas da indústria, apoiando a decisão pública, aproveitando as necessidade de formação prática dos estudantes para os colocar a prestar serviços à comunidade. Deve decorrer naturalmente da atividade de formação e da atividade de investigação. Os estudantes devem sair das universidades e ser atores de transformação. A pesquisa realizada nas universidades deve sair ao encontro da resolução de problemas reais e ser mais do que mero exercício especulativo. Isto não significa que a Filosofia não tenha lugar, ou que as Humanidades tenham um lugar subalterno, apenas que todas as áreas têm responsabilidades perante as comunidades em que estão inseridas.

Boa formação é a que é dada quando as licenciaturas dão aos estudantes uma forma mentis, uma maneira de pensar os problemas e os principais conceitos de uma área científica ampla; quando o mestrado ensina os estudantes a manobrar com à vontade uma área científica específica, resolvendo problemas correntes de forma autónoma e fazendo incursões em zonas inexploradas sob orientação; e quando o doutoramento ensina a manobrar de maneira autónoma numa área específica resolvendo problemas novos de maneira inovadora e original.

Vou falar um pouco mais sobre o que poderá ser "boa formação", porque acho esse capítulo talvez o mais essencial. Uma boa formação é formação para a liberdade. Quão abertos estão os nossos horizontes? Quão amplas são as possibilidades que se nos oferecem? Quantos caminhos temos à disposição?

A Universidade não tem campainhas. Não há manuais obrigatórios. Não há faltas de material, ou faltas de trabalho de casa, ou faltas disciplinares. Na minha Faculdade não tive faltas às aulas, mas se não levava os códigos não trabalhava, e geralmente as coisas não correm bem a quem não trabalha. Podem achar que este sistema é terrível e que favorece a irresponsabilidade. Mas, se pensarmos bem, aplicado a adultos empenhados, favorece outrossim a responsabilidade. As pessoas produzem mais quando são chamadas a criar. Não fomos feitos para trabalhar e a prova disso é que cansa. Fomos feitos para criar e a prova disso é que a criação nos traz uma satisfação imensa. Trabalho é preciso, mas é um mal menor. A Universidade deve ser um permanente apelo à libertação dos espíritos, ao abrir de horizontes, proporcionando experiências de realização pessoal através da aprendizagem, do crescimento, do desenvolvimento dos conhecimentos e das capacidades individuais em ambiente social.

Não podemos dar-nos ao luxo de simplesmente transmitir conhecimentos, porque estamos a preparar pessoas para viver num mundo em que o que sabemos hoje lhes vai servir de muito pouco. Entre a minha entrada na Faculdade em 2006 e a conclusão expectável do meu mestrado em 2012, dezenas de milhares de diplomas serão alterados. Não estou a exagerar: dezenas de milhares. Mas vamos ser justos: muitos desses diplomas não serão usados pela maioria dos juristas ao longo de toda a sua carreira, por isso, vamos assumir, a bem da didática, que interessam todos e interessam só as Leis e Decretos-Lei. Se olharmos à média de produção legislativa nos últimos 4 anos é de prever que em seis anos tenham entretanto sido alteradas mais de 500 leis e 2000 decretos-lei - e fazer contas muito por baixo. Imagine-se só que na altura em que estudei Direito Comunitário, há dois anos, não havia Tratado de Lisboa e ainda se pensava que a Constituição Europeia poderia voltar a rondar.

E isto não se passa só com os estudantes de Direito. Os caloiros de Engenharia deste ano vão entrar para o mercado de trabalho em 2015, os de Medicina em 2016. Na altura em que entrarem no mercado de trabalho já vão estar desatualizados. Hoje têm 65 anos os estudantes que entraram nas nossas Universidades em 1963. O que é que se ensinava em 1963? O homem ainda não tinha pisado a Lua, os Beatles lançavam o primeiro álbum,  Martin Luther King dizia que tinha um sonho e Kennedy que era Berlinense, José Mourinho tinha acabo de nascer ... Os caloiros deste ano vão ter 65 anos em 2057. Alguém faz ideia dos conhecimentos necessários para se trabalhar, seja em que área for, em 2057?

A única hipótese que temos de lutar contra a imprevisibilidade, a mudança, a inovação é... apostar nelas. É colocar os nossos estudantes com a atitude mental necessária a lidar com a imprevisibilidade e a criar mudança inovando. O importante é educar para a liberdade, libertando do medo de perguntar, do medo de experimentar, do medo de falhar, do medo de ser diferentes, do medo de explorar, de explorar os seus próprios talentos.

Se abrirmos caminhos aos nossos estudantes, retirando-lhes espartilhos internos e externos, será mais fácil cada um reconhecer os seus talentos e encontrar a forma de melhor contribuir para a transformação do mundo à sua volta. Acredito que há tantos jovens perdidos, sem saber o que fazer da vida, porque não foram educados para a liberdade, para saber escolher e para se responsabilizarem por essas escolhas, para encontrarem o seu caminho atentos aos seus dons.

Ter um talento não é algo excecional. É a coisa mais natural do mundo. E é na Universidade que temos, enquanto sociedade, talvez a última grande oportunidade para detetar, promover, incentivar, encubar talentos, talvez a última grande  oportunidade para libertar e dando oportunidades para descobrir que o mundo está cheio de possibilidades, cheio de oportunidades para sermos tudo aquilo que somos. Chamamos a esta nossa espécie "ser humano". Não é "fazer humano". Não é "ter humano". É "ser"!

Eu gosto muito de contar a história de um menina de 6 anos muito distraída e que estava a prestar atenção a uma aula pela primeira vez. Era uma aula de desenho e ela estava muito concentrada a desenhar com entusiasmo. A professora chega à beira dela e pergunta-lhe o que é que ela desenhava. "Deus!" "Mas ninguém sabe como é Deus". Ao que a menina diz com um ar impassível: "A professora espere aí então, espere um minuto, que eu mostro-lhe como é que Ele é". O que é que se faz com esta criança? Castiga-se como herege? "Como se atreve!" Ri-se na cara dela? Não, mostra-se que o seu trabalho importa e que a criatividade é importante. A criança estava desenhar conceitos abstratos! Quando a criança começa a tentar andar, nós prestamos atenção; quando ela revela um talento, às vezes nem por isso...

Quando somos pequenos, acreditamos que podemos ser qualquer coisa. E depois acontece-nos uma coisa terrível: somos educados para pensar o contrário. Para não ter desilusões, porque toda a gente à nossa volta faz um determinado percurso, porque não queremos desiludir os nossos pais e escandalizar os nossos amigos. Nem sequer nos atrevemos a sonhar fazer o que queríamos fazer, quanto mais a ser o que queríamos ser. Milhares de "não faças", "não toques", "não olhes", "não leias" depois, acabamos o nono ano e descobrimos que vamos para o agrupamento de cientifico-natural porque "tem mais saída". Caramba! Estas crianças têm 15 anos e já dizem que vão para um curso porque há mais empregos nessa área? Mas alguém sabe como vai estar o mercado dali a oito anos quando elas saírem das Universidades? Será que temos todos de viver num mundo em que quem tem boas notas está fadado a ser empurrado para estudar medicina?

Saída?! Esta gente está à procura de um "caminho" ou de uma "saída"? Esta é a prova de que se não veem caminhos, se não veem soluções, se não veem vocações. O mundo é maior do que isso e tem de haver alternativas para alguns destes miúdos excecionalmente inteligentes que não passem por uma vida entre o hospital e o consultório. E pensem só que metade dos trabalhos de hoje não existiam há 50 anos atrás! Não me digam que quem faz aquilo de que gosta, e que o faz bem, não tem "saída". Ele tem mais do que uma saída, ele já fez as malas, já saiu, mais: está a caminho! E isso é mais do que qualquer pessoa infeliz com o que faz pode dizer.

Mesmo na Universidade, todos tendem a empurrar os estudantes para as especializações com "mais saída". Mas não deveria a Universidade estar antes a ajudá-los a descobrir as suas vocações? Há tantos caminhos.

E isto não tem simplesmente efeitos na felicidade e na realização pessoal das pessoas, mas também um impacto fortíssimo nas nossas economias. Não é só com espírito empreendedor que se sai da crise. É não nos deixando prender aos nossos medos, é respondendo às nossas vocações, é aspirando a fazer aquilo que fazemos bem que não voltamos a cair numa. É tendo uma ação social capaz de manter as pessoas, com capacidade e vontade, a estudar aquilo em que são realmente boas, em vez de as empurrar para empregos precários em que nunca realizarão o seu potencial. E a Universidade é das melhores instituições que conheço quando ensina para a liberdade, promovendo a libertação. Uma boa Universidade amplia horizontes. Não diz "impossível", diz "ainda ninguém conseguiu". Não diz "não faças", diz "experimenta".

Há outra história de que gosto muito. Um explorador encontra um camponês que recolhera anos antes uma pequena águia - ave estranha naquelas paragens - e, confundindo-a com uma galinha, sempre a tratou como tal. O explorador diz ao camponês que ele tem uma águia ali, mas ele não acredita: afinal, desde pequena no galinheiro, ela sempre se comportara tal como as galinhas. O explorador tenta por todos os meios fazê-la voar, sempre sem sucesso, até ao dia em que leva a águia para um penhasco. Do alto, longe do galinheiro e para lá das nuvens, o explorador atira a águia para o abismo. Aflita, descontrolada, esta luta contra a queda livre e abrindo pela primeira vez as asas... voa.

Tenho hoje a firme convicção de que ninguém ensina nada a ninguém, mas volta e meia há quem aprenda alguma coisa. Os verdadeiros professores são como este explorador. Descobrem águias onde os outros só veem galinhas, procuram ensinar os seus estudantes a bater as asas, mas quase sempre têm de as pôr à prova, desafiando-os a fazer o que lhes parece impossível.

A Universidade é um espaço natural de liberdade para os que procuram aprender e para os que gostam de ensinar. Sem essa liberdade não haverá nem boa formação, nem boa investigação, nem se prestará um bom serviço à comunidade.

Eu acredito na Universidade como instituição voltada para a libertação dos indivíduos, libertação da ignorância e da intolerância que são pilares do medo que temos de nós e dos outros. Há uma frase que faz parte da maioria dos programas de libertação e certamente já a ouviram em filmes em que alguém frequenta os alcoólicos anónimos. Mas para mim, a frase é sobre a forma de alcançar o tipo de libertação que as Universidades e todo o sistema educativo deveriam favorecer.

"Dá-me serenidade para aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso mudar e sabedoria para saber a diferença". Para formarmos os nossos estudantes  de hoje para trabalhar em 2057, eles precisaram de ser hoje indivíduos livres. Com a serenidade, tolerância, gratidão, resiliência, sensibilidade e conhecimento para aceitar o que não podem mudar. Com a coragem, criatividade, inteligência, persistência, força de vontade, carisma, liderança e conhecimento para mudarem o que podem mudar. E com a sabedoria, experiência, sensibilidade e conhecimento para saberem a diferença. A transmissão de conhecimento não é se não uma pequena parcela de todo o trabalho que há para fazer. E o que esperamos das Universidades é que estas formem estudantes que compreendem a sua vocação e respondem ao chamamento para mudar o mundo. Cidadãos livres nos pensamentos, palavras e ações, capazes de ser exemplo galvanizador das suas comunidades.

Concedo: as Universidades não são templos budistas, mas devem ser templos de liberdade. Os professores não são gurus, mas devem ser mestres. Os estudantes não são aprendizes, mas devem ter algo de padawan. Os professores devem privilegiar a ousadia, a sensibilidade, a criatividade, valorizar a experiência e a vontade, fomentar a resiliência e a tolerância. Os estudantes devem ser ousados, criativos e tolerantes. Ou corremos o risco de formar Darth Vaders em vez de Jedis.

Este é sobretudo um apelo a que a Universidade se repense e a que as pessoas repensem a forma de olharem, de frequentarem a Universidade, enquanto alunos, mas também enquanto professores, porque não há uns sem outros. E era bom que desse repensar surgissem mudanças de atitude. E era bom que essas mudanças de atitude se convertessem em mudanças de comportamento.

Gostava de ver mais liberdade, mas sobretudo mais gente merecedora dessa liberdade, capaz dessa responsabilidade, gente consciente do prémio que é consegui-la. Gostava de uma Universidade menos dividida em guerrilhas internas, mas em guerra contra a intolerância. Gostava de ver uma Universidade com espaço para os laços de amizade, respeito e partilha entre estudantes e professores. Gostava de uma Universidade com inclinação para as Artes, com espaço para Humanidades, com tempo para os grupos que a enchem de vida. Não gostava de ver campainhas nas Universidades, manuais inquestionáveis, verdades absolutas. Gostava de uma Universidade mais preocupada em libertar o mundo e as mentes das amarras da ignorância do que com o consequente sucesso nos rankings. Gostava de uma Universidade mais sequiosa por conhecimento do que por financiamento, mais generosa com os estudantes pobres do que com os seus convidados ricos. Uma Universidade que se estendesse às comunidades que serve e que a servem a ela, perguntando "o que posso fazer por ti?" antes de perguntar "o que podes fazer por mim?". Gostava de uma Universidade que formasse cidadãos catalisadores das potencialidades de cada comunidade, empenhados em transformar o mundo através da ciência, da cultura ou das artes. Uma Universidade com genuína paixão pelo conhecimento, generosa na partilha de ideias e recursos. Uma Universidade que se apaixonasse uma vez mais pelos seus estudantes, pelos professores, pelos seus funcionários. Uma Universidade apaixonada pela Investigação e pela Verdade. Uma Universidade coesa e dialogante, aguerrida no debate, mas tolerante nas perspetivas, que reencontrasse a sua vocação: casa da verdade, templo de liberdade e ninho dos que, quando abrem as asas, é para voar.

 

[1] Com base em conferência proferida pela primeira vez no TEDxYouth@Porto, evento subordinado à temática "Oficina do Talento", organizado por jovens e para jovens, dia 20 de novembro de 2010, no Museu Soares dos Reis, no Porto.

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