Inquérito Eurodoc sobre Doutorandos em Doze Países Europeus

Outubro 2011
J
úlia Tomás
Coordenadora do Grupo de Trabalho "Surveys" da Eurodoc e investigadora no Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da UMinho

 

Em consonância com o postulado no Tratado de Lisboa, que entrou em vigor em 2009, a investigação é uma pedra angular da sociedade do conhecimento. Neste sentido, uma referência especial é feita à área da investigação científica europeia. Todavia, as informações sobre doutorandos e jovens investigadores em toda a Europa são claramente insuficientes. A Eurodoc[1] realizou o primeiro estudo sobre a situação deste grupo social a nível europeu, sendo a pesquisa efetuada, para além de única na sua amplitude, um excelente meio de identificação de algumas das mais prementes questões atuais que afetam os doutorandos europeus. É sua intenção fornecer informações relevantes e tendências na educação doutoral em diversos países da Europa, que podem ser usadas pelos agentes institucionais envolvidos no processo de reflexão e de decisão sobre a carreira científica/académica, designadamente os responsáveis políticos nacionais e europeus.

 

O Inquérito Eurodoc I (Eurodoc Survey I) foi realizado entre 2008 e 2009 em toda a Europa. A análise do relatório final reflete a situação atual de mais de 7500 doutorandos em doze países (Áustria, Bélgica, Croácia, Finlândia, França, Alemanha, os Países Baixos, Noruega, Portugal, Eslovénia, Espanha e Suécia). O estudo pretende responder a duas questões principais: 1) qual é a situação real relativa ao financiamento, benefícios sociais e condições de trabalho dos doutorandos na Europa? 2) Quais são as diferenças entre os diversos tipos de modelos de educação doutoral em vigor por toda a Europa.

 

O inquérito foi publicado no dia 30 de setembro de 2011 e pode ser visualizado e carregado em http://www.eurodoc.net/index.php?s=file_download&id=122). O presente artigo apresenta um resumo dos resultados do inquérito traduzido diretamente do relatório. Os capítulos são idênticos aos do relatório e a última secção é especialmente dedicada aos dados que destacam Portugal dos outros países.

 

 

O Inquérito Eurodoc

 

Existem cerca de 680.000 doutorandos na Europa - os números exatos são desconhecidos. Estas pessoas contribuem grandemente para o conhecimento e para a ciência. A compreensão e as capacidades dos investigadores em início de carreira devem ser utilizadas para o benefício do desenvolvimento do mundo científico. Porém, não existem dados reais que permitam comprovar este facto, sobretudo a nível transnacional. Devido ao escasso conhecimento sobre os doutorandos e sobre o papel central que desempenham no desenvolvimento científico da Europa, a Eurodoc decidiu participar na mudança desta situação ao realizar um inquérito sobre este grupo muito específico de promotores de conhecimento.

 

A investigação pretendeu obter dados comparativos nas seguintes áreas: indicadores sócio-demográficos; trajetos de carreira; financiamento; formação e supervisão; condições de trabalho; trabalho académico e mobilidade. Para obter um banco de dados comparativo a nível europeu, a Eurodoc criou um questionário transversal usando a internet e o programa SPSS para o processo da coleta de dados. A vantagem desse método é que uma rápida entrega de dados foi garantida, contactando com êxito simultaneamente um grande número de inquiridos abrangendo amplas áreas geográficas. Procedimentos de recolha e de tratamento de dados foram escolhidos para garantir a comparabilidade dos dados e para uma potencial generalização da população de doutorandos na Europa.

 

De dezembro de 2008 a maio de 2009, a Eurodoc realizou o primeiro levantamento sobre os doutorandos dos países europeus - o primeiro inquérito nesta escala - em cooperação com o Centro Internacional de Investigação do Ensino Superior na Universidade de Kassel (Alemanha). Aproximadamente, 8,900 doutorandos responderam ao questionário. Estes eram, dependendo do país, estudantes inscritos em programas de doutoramento ou assistentes de investigação que trabalhavam nos seus doutoramentos. Foram feitos esforços para coincidir os entrevistados com a população em geral em termos de variáveis como o género, o campo de estudo e o estatuto académico.

 

Foram feitas duas depurações de dados, de análise e de avaliação, a primeira entre agosto e outubro de 2009 e a segunda entre abril de 2010 e janeiro de 2011. Em novembro de 2009, pela ocasião da mesa redonda dos peritos deste inquérito em Bona (Alemanha), foram apresentados e discutidos os dados preliminares. Cientistas sociais, bem como especialistas na formulação de políticas no ensino superior foram convidados para discutir o primeiro rascunho dos resultados juntamente com as partes interessadas - entre os quais, representantes dos jovens investigadores na Europa. O objetivo foi desenvolver a análise para abordar uma interpretação mais abrangente e aprofundada dos resultados e para preparar a publicação do relatório, tornando o estudo disponível para um público vasto. Seguiu-se, posteriormente, a segunda depuração que tornou possível apresentar um relatório descritivo geral, pondo este em destaque a elaboração do inquérito, os procedimentos de recolha de dados, os principais resultados, bem como o que foi aprendido com a implementação de um projeto sem quase nenhum financiamento nem qualquer força de trabalho remunerada. Foi decidido que este último aspeto era de relevância assinalável como um ato de reconhecimento daqueles que, durante anos, se dedicaram voluntariamente a esta investigação.

 

Por fim, é ainda de destacar que o inquérito abrangeu os trinta e um países membros da Eurodoc (Alemanha, Áustria, Bélgica, Bielorrússia, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Holanda, Hungria, Letónia, Lituânia, Macedónia, Moldova, Noruega, Polónia, Portugal, República Checa, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia). No entanto apenas doze países foram considerados estatisticamente significativos.

 

1.        Indicadores sócio-demográficos

 

Este capítulo oferece uma visão geral sobre o contexto sócio-demográfico dos doutorandos e dos jovens investigadores que responderam ao inquérito. Os principias resultados foram, primeiro, que a grande maioria dos inquiridos tem entre 26 e 35 anos de idade. A Finlândia, a Noruega, Portugal e a Suécia apresentam uma quantidade não negligenciável de inquiridos que declaram ter 36 anos de idade ou mais.

 

O inquérito demonstra, em seguida, que os doutorandos entrevistados estão inseridos principalmente do campo das ciências (por exemplo, matemática, física e biologia). Humanidades, Direito e Negócios surgem como as segundas áreas mais comuns de investigação.

 

Os doutorandos austríacos, franceses, alemães e holandeses parecem estar mais inclinados a não viver com os parceiros: um terço, ou mais, comparado com cerca de um quinto nos outros países. Na maioria dos países, menos de um quarto dos doutorandos têm filhos. As exceções são a Noruega, onde 40% dos participantes têm filhos, a Finlândia (30%) e a Suécia (31%).

 

 

2.        Trajetos de carreira

 

O objetivo da presente secção foi fornecer informações que contribuem para a compreensão do plano de carreira dos doutorandos e dos jovens investigadores. São igualmente analisados estágios e formações. É ainda o objetivo do capítulo avaliar os desejos de carreira desta população e/ou as próximas etapas idealizadas.

 

Em geral, um em cada dez doutorandos obteve o seu diploma de ensino superior e iniciou o seu doutoramento fora do país de nascimento. Em França, nos Países Baixos e na Noruega, esta taxa aumenta para dois em cada dez. É ainda de realçar que dois terços dos inquiridos têm o estatuto de estudante a tempo inteiro. Uma alta percentagem de contratos fixos pode ser observadas em quase todos os países. Os casos excecionais são Portugal e Espanha. Na maioria dos países, a investigação do doutoramento faz parte integral do contrato de trabalho. Porém isso não é o caso para percentagens não negligenciáveis dos inquiridos austríacos, alemães e portugueses.

 

Em relação ao conhecimento dos direitos do investigador, o inquérito revela um resultado surpreendente: a esmagadora maioria dos participantes não está ciente da Carta Europeia dos Investigadores e do Código de Conduta para o Recrutamento dos Investigadores. Além disso, uma grande parte dos doutorandos não sabe se os seus contratos de trabalho são realizados de acordo com as normas do Código e da Carta.

 

Em todos os países, elevadas percentagens de inquiridos declararam querer trabalhar no setor da investigação académica. Em seguida, surge o interesse pelo setor público da investigação não-académicas e/ou setor privado na investigação não-académicas. Em geral, os doutorandos que participaram no inquérito acreditam que a realização de um doutoramento aumenta as possibilidades de trabalho nestes setores. Uma homogeneidade moderada nos padrões desta resposta pode ser encontrada em todos os países.

 

 

3.        Financiamento

 

O interesse desta secção é o financiamento ao qual os doutorandos e os jovens investigadores têm acesso. Os resultados revelam que a percentagem de doutorandos que recebe um salário ou uma bolsa varia significativamente: na Áustria, 54% dos inquiridos recebe financiamento, em comparação com 76% na Alemanha e 82% na França. A Noruega foi o país de destaque nestes resultados, com 98% de bolseiras e 96% de bolseiros. Quando perguntado se o nível de financiamento é satisfatório em relação ao custo de vida, mais de 40% dos participantes nos Países Baixos, na Noruega e na Suécia afirmaram ter um nível de vida elevado, em comparação aos menos de 10% na Croácia, em Portugal e na Espanha.

 

As principais conclusões são que, primeiro, a maioria dos doutorandos e jovens investigadores da União Europeia não recebe o financiamento necessário para realizar as suas pesquisas. Em seguida, a Eurodoc constatou que, regularmente, os sistemas de financiamento nacionais não são suficientes, tornando, assim, o dia-a-dia difícil. Embora a fase de doutoramento seja o primeiro passo de uma carreira após uma graduação (geralmente um mestrado), os fundos recebidos são frequentemente limitados e não são comparáveis a outros empregos na mesma fase de carreira. Portanto, arranjos familiares e outros planos a nível pessoal tendem a ser adiados.

 

Muitas vezes, os regimes de financiamento existentes não duram tanto tempo quanto a duração requerida pelos doutorandos para terminar os doutoramentos (mais precisamente a tese). Quando é possível, começa uma segunda ronda de pedidos de financiamento, o que aumenta o risco de situações de vida precária.

 

 

4.        Formação e supervisão

 

Este capítulo do relatório, de acordo com a secção correspondente do questionário, pretende determinar se os doutorandos identificam a necessidade de obter formações de especialização e se têm a oportunidade de as receber quando a necessitam.

 

No que respeita ao acesso a formação e à proficiência percebida, globalmente, os doutorandos aperfeiçoam as suas aptidões durante o doutoramento. Em muitas universidades, os doutorandos têm o direito e/ou a obrigação de lecionação. O inquérito indica que, na maioria dos países, os doutorandos recebem uma formação durante o doutoramento. No entanto, os resultados de não receber formação são relativamente elevados: em alguns países chegam a mais de 20% ou mesmo mais de 30%.

 

Em relação à satisfação com a formação recebida, a maioria dos inquiridos revela-se satisfeita. O mesmo é sentido em relação aos orientadores. Porém, muitos participantes pensam não debater o suficiente sobre a necessidade de formações especializadas.

Quanto ao número de doutorandos por orientador, na Áustria, Bélgica, Croácia, Holanda, Portugal e Suécia, a taxa é de três a quatro doutorandos. Na Finlândia e na Alemanha, os orientadores parecem ter, geralmente, de cinco a nove doutorandos. Na França, Noruega, Eslovénia e Espanha, os orientadores dirigem, em geral, um ou dois doutorandos.

 

É de destacar igualmente o facto que 20% dos inquiridos declarou não estar cientes da existência de um acordo vinculativo entre eles e os orientadores definindo claramente o papel e as obrigações de cada um. Isto expõe, por um lado, uma falta de conhecimento sobre estas questões da parte dos doutorandos e, por outro lado, uma possível ausência de regulamentos das universidades neste domínio.

 

 

5.        Condições de trabalho

 

Em quase todos os países, os inquiridos têm um período de tempo limitado para concluir o doutoramento. Além disso, uma percentagem relativamente elevada de doutorandos não tem o direito de utilizar os seus próprios resultados, apesar da Carta dos Investigadores Europeus e o Código de Conduta para o Recrutamento de Investigadores se refira a este assunto na secção "contratual e obrigações legais" já desde 2005.

 

Relativamente à licença de maternidade/paternidade, existem diferenças profundas entre os países acerca da possibilidade de colocar um contrato em espera e de obter um pagamento durante a licença. Paradoxalmente, a pressão para adiar uma eventual maternidade parece ser mais elevada nos países escandinavos, os quais apresentam mais facilidades para tal desenvolvimento familiar.

 

Quanto à discriminação de género, não só as mulheres se sentem desfavorecidas no mundo académico por causa do seu género (40-61%), mas uma proporção ainda maior de homens declara sentir o mesmo (70-92%).

 

6.        Produtividade académica

 

Esta secção apresenta dados relativos aos trabalhos académicos resultantes da investigação dos doutorandos e aos diferentes tipos de atividades que são desenvolvidos durante o doutoramento. Os principais resultados revelam que, em geral, a quantidade de publicações dos participantes é relativamente baixa: de uma a duas publicações por doutoramento.

Os doutorandos estão envolvidos em diferentes tipos de atividades, enquanto prosseguem o doutoramento (pesquisa, ensino, formação e tarefas administrativas) e demonstram dedicar, igualmente, muito tempo a planear novas investigações ou a escrever pedidos de financiamento. Não obstante 40% dos inquiridos de todos os países declararem dedicar mais de vinte e uma horas por semana na pesquisa de doutoramento, cerca de um quarto afirmou não dedicar tempo nenhum à redação da tese. Os doutorandos franceses relataram a maior carga administrativa, com quase metade dizendo que gastam mais de vinte e uma horas por semana na administração do doutoramento e pessoal, em comparação com 33% na Noruega e 23% na Eslovénia. Na Finlândia, 75% dos doutorandos declararam dedicar muito tempo aos pedidos de financiamento, comparado com 32% na Holanda e 35% em França.

 

7.        Mobilidade

 

Os resultados revelam que a maioria dos estudantes e doutorandos ainda não sai do país, embora as razões motivacionais para viajar sejam bastante claras. Uma das razões para isso pode ser devido ao facto de não haver financiamento disponível e quando existe, ser difícil de o obter. A transparência e a disponibilidade dos programas doutorais devem ser aumentadas tanto a nível nacional como a nível internacional para promover a mobilidade de forma eficaz.

Mobilidades intersectoriais: A maioria dos doutorandos não exerceu nenhuma profissão antes do doutoramento. Aqueles que trabalharam têm, principalmente, experiência no domínio da investigação. Durante o doutoramento, a maioria dos doutorandos são empregados no setor académico ou têm uma bolsa de estudos de doutoramento. Uma futura análise poderia ser feita sobre a percentagem do financiamento do doutoramento que é paga por privados e/ou pelos setores públicos.

 

8.        Dados de destaque em Portugal

 

Contrariamente aos outros países, a maioria dos inquiridos portugueses recebe uma bolsa de doutoramento ou trabalha no setor académico. Porém, o financiamento do doutoramento em Portugal revela-se claramente insuficiente para cobrir as despesas do dia-a-dia. Se bem que esta observação seja aplicável a todos os países, o facto é realçado em Portugal bem como na Croácia e na Espanha. Por outro lado, contrariamente aos outros países, podemos observar um financiamento adicional do doutoramento quando realizado no estrangeiro. Portugal destaca-se ainda pela fonte de financiamento de doutoramentos no estrangeiro que é a bolsa de investigação.

 

Em relação às formações recebidas durante o doutoramento (por exemplo seminários ou unidades curriculares), Portugal destaca-se pela mais pequena percentagem de inquiridos que declarou ter recebido formações. Com efeito, neste país o doutoramento é considerado como uma investigação autónoma.

 

É de notar, igualmente, que os portugueses não parecem envolver-se em questões dos direitos de autor da tese, dos resultados ou de construções teóricas. Efetivamente, a maioria dos inquiridos declara não estar implicado neste tipo de atividade.

 

Os doutoramentos, em Portugal, não são considerados como o primeiro emprego na carreira de investigador mas sim como a última etapa dos estudos superiores. A maioria dos inquiridos tem um contrato de doutoramento não sendo este um contrato de trabalho. Por outras palavras, os serviços estatais obrigatórios e outros direitos sociais básicos em relação ao trabalhador não são aplicáveis aos doutorandos (a segurança social é a mínima - Segurança Social Voluntária; não existem 13º nem 14º mês; e os doutorandos não pagam impostos - não têm direito ao desemprego nem à reforma).

 

Além dos direitos do trabalhador, outro problema do doutoramento não ser considerado como um emprego é que os anos de investigação não são encarados como uma experiência profissional. Ou seja, o investigador terá de trabalhar até mais tarde para beneficiar da reforma.

 

As repercussões imediatas refletem-se na procura de emprego depois do doutoramento. Existem muitos doutorados, sobretudo no setor público, a trabalhar como investigadores profissionais de facto e reconhecidos como tal em termos do trabalho e das responsabilidades que lhes são atribuídas aos mais altos níveis. No entanto, não são recompensados por isso nem financeiramente nem em termos de regalias sociais, sobretudo quando são recrutados como bolseiros. Portanto, nestes casos, os doutorados têm trabalho, embora não tenham emprego. No setor privado do nosso país, o problema é diferente: para as empresas, os doutorados têm qualificações a mais. A maioria das empresas não reconhece a mais-valia de contratar doutorados e não vai querer pagar mais a uma pessoa com essa qualificação académica quando pensa que um licenciado pode fazer o trabalho necessário. Os doutorados encontram-se assim perante duas saídas: ou trabalhar no setor público, nem que seja com uma bolsa (para o resto da vida) ou tentar ser empreendedor e criar a sua empresa, o que não está ao alcance de todos nem dará resposta ao elevado número de doutorados que temos hoje em dia.

 

Ana Teresa Pereira, presidente da ABIC confirma esta opinião: "os conhecimentos adquiridos durante um doutoramento ainda não são suficientemente valorizados pelas empresas. Muitas pessoas pensam que os doutoramentos são demasiados especializados e académicos, esquecendo a importante componente de desenvolvimento da autonomia e capacidade de trabalho de um doutorando. Em Portugal, só recentemente começaram a aparecer doutorados fora do meio académico. Por isso, ainda há um grande desconhecimento sobre as mais-valias que um doutorado oferece a uma empresa. Acredito que no futuro haverá uma evolução positiva na empregabilidade e dignificação de um doutorado. É ainda de notar que o tecido empresarial português é maioritariamente constituído por pequenas e médias empresas que não têm a mesma capacidade para contratar um doutorado como tem uma grande empresa."

 

Em suma, em Portugal, como nos restantes países inquiridos, parece claro que, devido ao financiamento, as condições de trabalho e de vida de um investigador em início de carreira são difíceis. Esta situação continua quando o doutorado inicia a sua carreira, não obstante as mais-valias e as aptidões profissionais que este detém.

 

 

Documentos a conhecer:

Carta Europeia dos investigadores e ao Código de Conduta para o Recrutamento de Investigadores, publicado pela Comissão Europeia (http://ec.europa.eu/eracareers/pdf/am509774CEE_EN_E4.pdf).

 

 

Contactos:

 

EURODOC

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[1] Eurodoc é a Federação Europeia dos Doutorandos e dos Jovens Investigadores. É uma organização internacional que inclui 34 associações nacionais de doutorandos e jovens investigadores de 33 países da União Europeia e do Conselho da Europa. A Eurodoc é a única entidade que, ao nível europeu, representa investigadores na primeira fase da carreira académica, sendo apolítica, apartidária, interdisciplinar e sem fins lucrativos.

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