Relatos do Bule ou Jacarandás no Inferno


Paulo Ferreira da Cunha
Universidade do Porto

VII. Educação, Ideologia e Utopia

- Fiquei com grande curiosidade em saber que desfecho darás à tua teoria educativa. Reparei, entretanto, que consideras "educação" num sentido hoje bastante em desuso: pareceu-me que como criação e formação cutural, e não como instrução ou formação profissional. - disse Guilherme, após ter-se sentado na confortável poltrona que na biblioteca de Luís já quase lhe estava reservada. Era a sua primeira fala a seguir aos cumprimentos de chegada.

- Se assim quiseres dizer... Mas o meu grande ideal é o da Paideia grega.

E eu, bule respeitavelmente letrado, olhei para o grosso e homónimo volume encadernado de Werner Jaeger. Com um gesto largo, de orador, explicou:

- A partir dela, tudo virá. Eu considero educação a integralidade do moldar (e do moldar-se) do ser humano. Aí integro a instrução, a cultura, etc.. Se te pareceu que o meu discurso se ficava pela educação doméstica e quase pela puericultura foi porque, na verdade, considero que é em Casa, na Família, que a Educação (neste sentido geral) começa, e aí é que tudo se joga, decisivamente mesmo, nos mais verdes anos.

- Não estarás tu a exagerar? - volveu o outro, um pouco cansado com a sensaboria do argumento, na verdade bem pouco original. E prosseguiu, a tomar altura, por seu turno:

- Não nego que a família é centro primeiro de aculturação e fundante da personalidade. Mas (e quase soltou um suspiro) olha o mundo moderno: nele, a família deixa cada vez mais de ter esse papel. É, por um lado, a desunião, a recomposição e mutilação das famílias, situações que são cada vez mais a regra (e ainda bem, porque acabam com atavismos hipócritas). Ora isso só pode confundir as pobres das crianças, jogadas entre pais desavindos, pais de empréstimo, quando não mesmo entre duas ou três mães que os disputam (ou os rejeitam todas), eu sei lá! E, por outro lado, mesmo nas famílias mais tradicionais (falo já nas nucleares, pai, mãe e filhos, realmente todos unidos algo ainda pelo sangue e pelo que reste do afeto)... o convívio acabou. Tudo pasma ante o altar da televisão ou do computador.

E isso não deixa espaço para a conversa e apela para novos modelos e valores, sempre os que a moda e o consumismo dite. Mas o que faz as pessoas não desligarem a TV e permanecerem por horas diante das telinhas dos computadores? Creio que é o caráter acrítico, massificado, dependente das pessoas de hoje. Claro que se gera depois um círculo vicioso.

- Mas essa dependência e falta de espírito crítico, tudo isso, além de ser induzido, como julgo sugerires, pela passividade fomentada pelos media (desde logo o simplesmente assistir, no máximo a pequena interação de computador) deve ter outras raízes. Ou será que as televisões e os computadores têm tanta força que, por si, anulem uma natureza?

- Claro que não. O homem tem a preguiça na sua natureza. E muito frequentemente é mais fácil fazer o mal que o bem. Até porque o mal é menos exigente - dá em regra muito menos trabalho. Olha: até a lei linguística da simplificação progressiva da linguagem é chamada de lei do menor esforço. A verdade é que, se não são seguradas, as coisas caem mesmo. Essa é, como sabes, a lei da gravidade. Em muito miúdo julgava que assim se dizia por ser algo de grave: e vejo agora que o é.

- Então a preguiça explica a falta de acutilância crítica. Faz sentido. Mas porque é que agora, no momento que passa, se faz sentir mais essa passividade? Será que o tempo está cansado, que viemos realmente ‘tarde demais a um mundo excessivamente velho'? Realmente há muitos jovens com ar irremediavelmente cansado... E contudo não trabalham, e provavelmente não virão nunca a fazê-lo...

- Não me inclinaria tanto para essa solução. Todos os dias o sol nasce como da primeira vez. Não. Creio que há no nosso tempo características próprias que levam a esta modorra do pensamento - e da ação, em certo sentido. Como a falta de Cidadania. Sobretudo falta de Cidadania à altura dos desafios atuais, porque, comparando com outros tempos, somos hiperativos. Esbraceja-se muito.

- Venham daí essas características, que agora o curioso sou eu.

- Não me esqueci daquilo a que vinha: o final da tua teoria. Mas julgo que tudo isto faz parte do mesmo tema.

- É isso mesmo que eu penso: o problema da educação passa pela família, pelos media, tanto ou mais que pela escola.

- Então vou dizer-te o que penso sobre o adormecimento coletivo. Vamos lá ver se eu te aponto todos os tópicos em poucas palavras...

- Temos tempo.

- Não, não é isso. Sinto, por vezes, que as conversas se alongam artificialmente, e o sumo da matéria se lhes escapa. Não quereria que tal sucedesse hoje. As conversas são como as cerejas, mas nem sempre chegamos ao caroço. Guilherme falava com os músculos da face contraídos, fechando os olhos, como a fazer pressão para concentrar uma qualquer substância em riscos de evolar-se. Prosseguiu, com os punhos fechados, como quem segura as rédeas de um corcel agitado.

- A situação política nas democracias liberais decadentes em que vivemos (vamos chamar-lhes assim, seguindo a comodidade), desde há muito, com o chamado "fim das ideologias" (que na verdade tem sido outra coisa: um adormecimento das ideologias da moderação renovadora, e a insidiosa expansão do radicalismo conservador, sob capa de inevitabilidade...), mas sobretudo desde o fim da URSS (que consigo arrastou muitas crenças), lançou os ideais sociais numa situação de algum descrédito. E depois de um primeiro momento de adesão revolucionária, passámos ao regresso do conservadorismo... Em áreas de dogma e fé, nada é mais perturbador que fechar e abrir infernos em pouco tempo, excomungar e reabilitar... Agostinho da Silva tem uma profecia terrível sobre o que acontece aos que cercaram, mas não tomaram a sério, o palácio do poder... Está agora a verificar-se: uma brutal situação para os trabalhadores.

- Então as causas são políticas.

- Estas (sorriu) são políticas e religiosas. Mas há mais. Dou muita importância a uma causa que releva do económico, mas que é mais de índole social: tem a ver com o trabalho. O trabalho (assim como a propriedade, e por causa dela) mudou muito. Agora é que ele é mesmo tortura. E muitos são sado-masoquistas.

E prosseguiu, depois de encher o peito do ar, porque o caso não era para menos:

- Não o sei precisar historicamente, mas dá a ideia que a História se tem agigantado cada vez mais (e aceleradamente na época contemporânea) para o fim da pequena propriedade (e formas afins de autonomia pessoal: porque o maior interesse da propriedade é a independência que proporciona) e o aumento do salariato. Nesse sentido de que o homem cada dia é mais e mais um subordinado condenado a alugar a sua força de trabalho (ainda que a preços mais baixos ou mais altos), e, portanto, a fazer o que lhe mandam para poder sobreviver (e nem sempre conseguindo, ante o espectro do desemprego). Nesse sentido, e ao contrário do que se tem apregoado altissonanetemente, Marx tinha totalmente razão

- caminha-se para a proletarização de uns e para o acréscimo desmedido da riqueza de uns poucos. Mesmo os universitários são simples proletários. Eles é que ainda vivem iludidos.

- Nunca tinha visto as coisas por esse prisma. E é como dizes: há para aí um coro a dizer que essa foi uma das profecias falhadas do célebre barbudo.

- Tu sabes o que penso. Não é fácil explicar. Mas de qualquer forma é preciso reabilitar homens e pensadores que o preconceito e o aproveitamento político estão a tornar malditos. A moda neoliberal (na verdade, anarco-capitalista e neoconservadora) nunca leu O Capital, mas proclama a sua falência. Tudo o que cheira a esquerda ou sequer a irreverência é estigmatizado.  É o caso do próprio Freud... Que era, cá para mim, um excelente mitólogo, e um escritor com muitas qualidades. Além do mais, que não é da minha especialidade...

- Mas então é tudo? Tudo deriva, digamos, de um hábito de obedecer? Obedece-se à TV como ao capataz, ao patrão?

- Não é só. Esta falta de distribuição equitativa da propriedade, designadamente da dos meios de produção, fragiliza totalmente o novo proletário, chamemos-lhe assim, um proletário que vai do gestor de empresas por conta doutrem ao quase escravo calceteiro ou trolha, ou o trabalhador agrícola. Claro que há muito significativas diferenças de tratamento de um e outro dos proletários. Mas deixa-me ainda que acrescente: mesmo profissões liberais ou afins se proletarizam quando entram em contratos de subordinação funcional. E hoje, como te dizia, até não se pode ser professor universitário sem essa dependência, essa canga. Mesmo os contratos passaram em muitos casos a uma privatização que põe muito mais em risco essa ideia de que o professor poderia ser, ao menos um dia, "livre-docente".

- Há países, como sabes, em que essa categoria ou título ainda existe...

- Mas não deixa de ser patético ser-se livre-docente e nem sequer funcionário público, mas prestador de serviços, ou sabe-se lá o quê... Mas voltemos à questão geral. Há coisas curiosas: pode, por exemplo, inverter-se a relação tradicional da exploração...

- Lá vens tu com os teus paradoxos.

- Não. É simples: na verdade, trolha ou empresário gordo e de sucesso (já não há empresários gordos, agora vão a ginásios e a spas - isso pensei eu, que sou um bule atualizado...) exploram-se cada qual um ao outro se disso têm oportunidade, segundo a conjuntura lho permite. Embora, evidentemente, uma posição mais favorável do mercado ao trabalhador nunca implique nada de comparável à posição de supremacia do empregador. Salvo se for um pobre empregador eventual...

- Que queres dizer? Agora não entendi...

- Sabes o que se diz: um trolha, um canalizador, um pintor, um eletricista, um mecânico de automóveis exploram normalmente (não falo da exploração em sentido marxista, falo em termos correntes de décalage enormíssima entre valor do trabalho e valor do seu preço cobrado) um consumidor isolado que solicite os seus trabalhos numa sociedade de doutorice como a nossa, em que não se incentivaram as pessoas sem capacidade especulativa ou artística a procurar ofícios mecânicos. Sendo poucos, os seus serviços sobem de preço pela lei da oferta e da procura, e eles exploram abundante e desabridamente sempre que podem. Também aí falta uma ética, uma deontologia...

- Como eu sinto isso sempre que tenho que fazer obras em casa. Ou quando levo o carro para a inspeção! Verdadeira exploração não capitalista, mas proletária... Li no Thomas Hill Green que isso é possível teoricamente...

- É fruto de uma cosmovisão geral de sede do dinheiro e do material. Os que estão no cimo da escala - até mesmo muitos proprietários que laboram nas suas empresas - inserem-se obviamente também (e de que maneira!) numa lógica do lucro desenfreado. E visivelmente todos esses privilegiados ganham muito mais do que podem sãmente consumir, assim como trabalham improdutivamente, quer dizer, sem necessidade, muitíssimo mais do que seria necessário e desejável. Até para as respetivas saúdes e equilíbrio em geral. Excetuo as franjas de miséria e o desemprego que a ela conduz.

- Mas o que tem isso a ver....

- Tem tudo. Pessoas que se esfalfam no trabalho a dar tratos à imaginação como ganhar mais na bolsa, ou a construir de sol a sol os palácios dos outros, uns e outros chegam a casa exaustos, e só querem paz - ou melhor, já nem a paz suportam. E precisam de aturdimentos. Do Mundo, recebem as notícias mastigadas, prontas a engolir, que o canal da sua predileção debita. Da família, que dizem eles aos filhos? Nada, senão, eventualmente, gritos e impaciência. Quando não mesmo maus tratos físicos. Aliás, as pobres das crianças também estão exaustas - trabalharem todo o dia na escola, e os pais (e a imitação dos colegas) ainda os levaram a atividades extralectivas, desde as línguas ao desporto e à música. As crianças vão dormir, que no dia seguinte, noite cerrada às vezes, lá têm de ir para o seu regimento, pré-trabalho, autêntica escravatura de menores e jovens. Claro que esta é a boa-vida dos que a podem ter. Não se fala do trabalho infantil e de outras misérias. Ou das futuras escolas a léguas e léguas de distância de casa, porque as que eram menos longe fecharam ou vão fechar...

- Então como queres tu as coisas?

- Mais tempo para as crianças e para os pais. Menos mania da produção. Consegues encaixar isto no teu esquema? Talvez estejamos em tempo disso, agora que o PIB baixa e não há dinheiro para nada.

- Sem dúvida. Ouve então, que já creio ter compreendido o problema.

Luís levantou-se, como fazia em ocasiões especiais, pegou em mim para servir o amigo de um chazinho de menta, e começou:

- O meu ideal de educação parte do princípio que o mundo é imperfeito, que não somos uma sociedade de anjos, nem nunca seremos uma república de sábios, e que apenas podemos aperfeiçoar e não utopizar, sempre na mais fiel observância da natureza das coisas.

- E o que é essa natureza das coisas? Parece-me algo de conservador e pessimista.

- Conservador, sim, mas não no sentido pejorativo e político. O meu dentista disse-me um dia, de broca em riste: ‘eu sou conservador'. Fez uma pausa, e acrescentou:

‘se puder manter-lhe o dente em vez de lho arrancar, não hesito - conservo-lho'. Pois é algo nesse sentido que estamos a falar. A natureza das coisas é natural, está aí, como um código genético. Não se lhe foge. Mas também se pode moldar culturalmente, se se não quiser tomar um elefante por uma formiga, ou um leão por um rato.

- Bem, bem. Continua. (Creio que não atingiu muito o que o outro disse).

- É porque creio que a natureza das coisas e a natureza humana têm uma certa folga que me atrevo a propor que, em casa, e desde o nascimento, se desse a todos os indivíduos uma educação basicamente igual no plano dos conhecimentos e das práticas, apenas se tentando educar diferentemente a sensibilidade - para podermos vir a ter, a esse nível, que é o que importa para o caso, homens e mulheres, isto é masculinidade e feminilidade. É claro que quem pense - aí sim, de forma reacionária - que as mulheres naturalmente tendem para a cozinha e os homens para as metralhas, teria que conduzi-los educativamente para aí.

- Aí não concordo. Se isso é instintivo, as meninas procurariam naturalmente as bonecas e os rapazes as bolas, sem ser preciso qualquer educação.

- Tens razão. Isso prova como os que defendem esse tipo de instinto não estão nada seguros disso. Eu julgo ser melhor assumir a situação crítica e dramática de uma grande indeterminação. E mesmo no determinado acabo também por achar que é preciso dar uma ajudazinha cultural.

Guilherme sorriu, porque assim tinha por certa a fragilidade intrínseca da proposta do amigo. Afinal, ele também caía em contradições. Isto dispô-lo melhor a escutar o outro, que tomava fôlego, enquanto atiçava o lume da lareira. É terrível como mesmo entre amigos intelectuais há este jogo de vaidades... Pressentindo alguma objeção, Luís voltou, cauteloso:

- Não importa muito saber o que é inato e o que é adquirido. Sabemos muito pouco disso. A educação tem a obrigação de lutar pelo que acha melhor. Se nós fôssemos feras, talvez tivéssemos uma moral de feras. Machado de Assis dissertou sobre a filosofia dos burros, e era bem depurada. O simples facto de a raça humana possuir altos ideais parece-me provar que, pelo menos, há inscrito em alguma parte de nós um programa de benignidade, que precisamos de ativar pela educação e pela prática. Sem exercício, o órgão perde a função e perde-se mesmo, muitas vezes, como órgão. Atrofia. É por isso que a educação tem de lutar com o preguiçoso e o mau, para fazer nascer o Homem.

- Dás-te conta que entras assim, ao contrário do teu próprio discurso inicial, no domínio de uma utopia. Se a educação voga a todo o pano por um arquétipo de Homem e de Bem, aí temos o esquecer a natureza, que, como creio não negarás, tem muito de animal e de perverso. Não creio que consigas sair deste ponto sem uma grande pirueta mental.

- Eis-te prisioneiro do círculo apertado da razão. Logicamente, talvez seja assim. Mas a natureza, a natureza que interessa, é axiologicamente positiva. "O homem natural é o atleta" - dizia-se no nosso atlas de anatomia artística. E esqueces que existe uma vontade, que move montanhas mesmo.

- Não as das regras do silogismo, o princípio do terceiro excluído...

- Ora, ora, isso até as lógicas mais modernas superaram. Não. A força de vontade e a capacidade de ver além das rodas dentadas - tão ferrugentas - de um organum velho, isso permite resolver o problema. Ora escuta...

O outro sorria, antecipando o divertido de um circo verbal, para tentar justificar o que parecia injustificável. Luís volveu:

- É um imperativo ético promover a condição do Homem. Educá-lo para que se torne no exaltante projeto de si próprio. Não acredito que a natureza, no que tem de profundo e de imutável, contrarie em absoluto não digo o projeto de um homem angélico (que nisso a marca de Adão é símbolo, e sabemos que o paraíso não volta), mas de um Homem digno. Um Homem de cabeça levantada. Essa a luta. Não um ser bovino, apático, seguidista. Um Homem com maiúscula. E isso consegue-se sem forçar a natureza para além do razoável - esse o erro, a heresia dos utopistas. Eu não sou utopista, e contudo creio que o utopismo é benéfico.

- E onde acaba um e começa outro? Não vais dizer que é no que atenta ou não contra a natureza humana, porque isso estou a ver que se não consegue definir...

- Definir não; sentir, sim. Evidentemente que há muitas coisas - e a educação é um caso privilegiado - em que podemos observar um utopismo que ajuda a natureza e uma utopia que pretende forçá-la, sempre com resultados catastróficos. Pelo menos a prazo.

- Mas isso pode decorrer apenas da opinião de quem o diz.

- Como tudo, rigorosamente tudo. Nem as ciências puras ou exatas fogem à sombra pessoal e subjetiva dos seus pais fundadores (Fichte dizia que a filosofia que se tem depende do homem que se é), e todos os dias vemos mais erros científicos denunciados. Sim senhor. Corro esse risco. Eu sempre disse que a teoria era só minha.

Estava um tanto contrariado. Olhou pela enorme vidraça sem ver. Discretamente, consultou depois o velho relógio que descansava as horas sobre o quente da estante da lareira. Disparou, a despropósito, para o amigo:

- Hoje almoças cá, não é? Não aceito desculpas.

O outro, tomado à queima-roupa, ergueu as mãos em sinal de inevitabilidade e afundou-se na cadeira. Um pouco tardiamente para que fosse uma boa tirada acabou por retorquir:

- Que queres, está na natureza das coisas...

- Então vamos a isto, que é uma pressa. A D. Francelina recomendou que precisamente à uma hora descêssemos. Ela detesta que comamos a sopinha fria. Ainda para mais com este Inverno... Oxalá tomem um chazinho como sobremesa... Está tanto frio... E com os cortes nos subsídios já neste Natal, é o que ainda pode aquecer a alma.

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