A sangue frio

 

16 docentes do Instituto Politécnico de Beja em regime transitório e em processo de doutoramento, alguns deles perto da conclusão, viram o seu contrato não renovado por razões que nada têm a ver com o mérito nem com o cumprimento das obrigações assumidas. O Conselho de Gestão do Instituto presente na reunião do Conselho Técnico Científico (CTC) de 30 de maio de 2012, cuidou de explicar a estratégia da Presidência, e, por maioria, o referido CTC, usando sempre a mesma fórmula. Votou caso a caso, por dezasseis vezes, a não renovação de contrato. Juntamos as páginas 2 e 3 da Ata do CTC, que mostram bem quem esteve de cada lado, embora as deliberações tenham sido adaptadas, muito convenientemente, por voto secreto.

A Direcção do SNESup esteve em reuniões no IP Beja em 25 de junho. Apesar de o Presidente do IPBeja ter começado por tentar explicar as não renovações de contratos com base numa suposta falta de horas de serviço docente para serem atribuídas aos colegas em causa, logo se percebeu que este se tratou de um expediente para fazer face às dificuldades financeiras que se vivem no Instituto, tendo-se recorrido a falsos pretextos para tentar justificar as não renovações (desde logo se diga que o ECPDESP prevê que a distribuição de serviço letivo se situe entre as 6 e as 12h semanais, ou que uma hora de CET corresponda a uma hora e não menos, ou ainda que as horas noturnas sejam contabilizadas enquanto tal- o que não aconteceu).

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