Um sindicalismo ativo, atualizado e competente

Paulo Peixoto
paulo.peixoto@snesup.pt

O SNESup acaba de eleger novos órgãos nacionais. Como tem acontecido nas eleições anteriores, os órgãos eleitos combinam continuidade e renovação. Esta fórmula tem, na minha perspetiva, conduzido o SNESup, mau grado as dificuldades que encontra no desenvolvimento das suas atividades, a um sindicalismo ativo, atualizado e competente. Quem percorrer as Breves deste número da Ensino Superior - Revista do SNESup, dar-se-á conta das várias dimensões em que o SNESup se afirma como instituição ativa. Diria mesmo, sem exagero, pró-ativa, na defesa dos docentes, investigadores e instituições de ensino superior. Mas também atualizado, na medida em que - pese embora o facto de assentar no trabalho de docentes e investigadores que assumem plenamente responsabilidades variadas nas suas instituições - as nossas agendas e as prioridades que nelas colocamos acompanham e antecipam os desafios e os problemas que se apresentam aos nossos associados. Isso faz do SNESup, modéstia à parte, um sindicato competente. Boa parte da continuidade que se regista, não obstante o desgaste causado pelo exercício de uma atividade nada compensadora em termos dos atuais padrões académicos de performatividade, resulta do orgulho que temos na construção de uma organização responsável e consciente das causas que a movem. Nisto, contamos, como damos conta na Vida Sindical, com o empenho de um reduzido mas aplicado conjunto de funcionários.

A persistência que alimenta as causas que transportamos, e que beneficia da fórmula continuidade - renovação, contribuindo para nos tornar uma instituição ativa, atualizada e competente, está bem patente, por exemplo, na peça, incluída na secção Carreiras, que dá conta da presença e da intervenção do SNESup nas negociações da Administração Pública. Não é por acaso que na Ensino Superior - Revista do SNESup a secção Carreiras está sempre presente. É daí que emergem e é aí que confluem muitas das iniciativas, alertas e informação que fazem do SNESup um sindicato de causas vocacionado para Informar, Debater e Intervir. A intervenção do IP de Beja na defesa do emprego docente, o artigo de informação e debate sobre a conversão dos contratos a termo em contratos por tempo indeterminado e o inquérito sobre doutoramentos - que encerram a secção Carreiras  - são disso mesmo exemplos.

A revista é, ela própria, um produto dessa fórmula. Temos podido contar com a continuidade de colaboradores assíduos, como Paulo Ferreira da Cunha, que, em jeito de folhetim académico, vai debatendo questões prementes do ensino superior e da investigação científica no contexto amplo em que se inscrevem. Ou de Ana Delicado, que, desta vez em parceria, nos apresenta os resultados de um estudo sobre associações científicas. Continuando a dirigir a revista, neste novo mandato dos órgãos nacionais, mantenho a preocupação em assegurar uma renovação permanente, pelo que a assumo como um instrumento aberto à comunidade académica e científica. No momento que atravessamos, como dou conta no artigo de opinião que assino sobre "A fraude institucional das universidades", entendo que o compromisso institucional é a base da existência de instituições de ensino superior socialmente úteis. Entendo igualmente que desse compromisso faz parte a responsabilidade de cada um de nós para debater os temas atuais em que as nossas instituições e as nossas vidas se movem. Deixo, por isso, à disposição as páginas da Ensino Superior - Revista do SNESup.

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