Finanças e Emprego Científico

Colega,

Depois de uma concentração com centenas de investigadores, o MCTES repete o número da notícia que anuncia que a precariedade no emprego científico vai ser resolvida até 2019 com 5.000 novos contratos.

É caso para perguntar se alguém ainda se lembra do Observatório do Emprego Científico, anunciado pelo ministro no Parlamento no ano passado, aquando do Orçamento de Estado para 2017.

Noutra notícia desta semana, indica-se que a portaria que regulamenta o emprego científico está pousada no Ministério das Finanças a aguardar despacho. Ou seja, no Governo não existe solidariedade com o MCTES.

Desde 24 de maio que Lei do Emprego Científico está parada. O prazo do primeiro procedimento concursal está a esgotar-se (31 de dezembro). Ao aguardar-se pelo final da aprovação do Orçamento de Estado, existe pouco mais de um mês para abertura de concursos.

Não existem obstáculos orçamentais, Os números do SNESup estavam certos. O único obstáculo é apenas a profunda inoperância instituída.

O SNESup tem estado ativo em todas as frentes. Reunimos com todos os atores. Enviamos agora um pedido de reunião com o Ministro das Finanças.

É inaceitável mais este atraso, que compromete o Governo no seu todo (e com ele o Estado). É demonstrativo da incapacidade do Governo para implementar o seu próprio programa.

O SNESup não partilha desta postura irresponsável. Não iremos compaginar com a mesma.

O colega Mário Centeno tem a dignificação e a valorização do trabalho académico e científico a bater-lhe à porta. Vai abrir?

 

Saudações Académicas e Sindicais

A Direção do SNESup
31 de outubro de 2017

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