50 números da Ensino Superior

Paulo Peixoto
paulo.peixoto@snesup.pt

Em novembro, o SNESup completou 25 anos e a Ensino Superior – Revista do SNESup 13 anos. Celebramos essas efemérides com o nº 50 da Revista. Um número redondo que marca, acima de tudo, a importância que a publicação adquiriu na vida do sindicato e a relevância que assume em termos da expressão que o SNESup tem junto da comunidade académica e científica.

Pergunto-me muitas vezes por que somos, em Portugal, a única revista especificamente dedicada a discutir o ensino superior e a investigação científica. Certamente que haverá várias razões. Mas não encontro, nas minhas respostas, boas razões. O facto de sermos a única revista do setor confere-nos um redobrado sentido de responsabilidade.

Neste número, além de darmos conta da atividade sindical, na secção “Vida Sindical”, reunimos várias reflexões e análises centradas nos desafios atuais das instituições de ensino superior e de investigação científica, bem como das atividades profissionais daqueles que aí trabalham. Mas olhamos também para fenómenos e tendências que correm nas margens desse universo, mas que não lhe são alheias.

Na secção “Opinião”, sob o título “Geração emigração?”, Gonçalo Leite Velho discute o valor utilitário e estratégico do ensino superior no quadro das opções políticas tomadas em Portugal, num claro contexto de resignação. Em “Temas Atuais”, Paulo Ferreira da Cunha e Boaventura de Sousa Santos retomam, respetivamente, as questões da “Liberdade” e da “Necessidade em buscar soluções” num quadro em que os poderes públicos e políticos foram colonizados pelas forças neoliberais.

Carla Galego discute a evolução e a interligação entre as profissões docentes e as profissões ligadas à investigação à luz das mesmas dinâmicas referenciadas pelos autores referidos no parágrafo anterior. E Nuno Ivo Gonçalves aborda especificamente as possibilidades e virtualidades de unificação das carreiras docentes e de investigação científica nas universidades.

António Cândido Oliveira, Paulo Peixoto e Sílvia Silva escrutinam, em “Organização do Ensino”, o novo modelo de governação das universidades públicas trazido pelo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.

Os votos de Boas Festas, que deixo em nome da Revista, incluem o desejo que este número possa suscitar o interesse de leitura junto dos seus destinatários. E que o novo ano de 2015 traga, além de toda a felicidade do mundo, vontade em contribuir para este projeto, escrevendo para a revista. A porta continua aberta, como sempre.

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