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Ano 15 - Número 4 - Abril de 2004 - 2ª Quinzena |
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1.1. Encontros quase casuais
(Coimbra)
1.2. Encontros quase casuais
(Lisboa) 2. Modelo de Financiamento do Sistema Científico, Tecnológico e de Inovação 3.
O Síndroma do
Documento Primário Perdido - O Ensino Superior na Rota de Bolonha 4.1. Seminário – DINÂMIA/ISCTE 4.2. Universidade do Porto – Discussão Pública
5.
Lazer e cultura para sócios do SNESup
5.1. Gerês
5.2. Hoteis |
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1. Encontros quase casuais (Coimbra) O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup)
está a organizar encontros regulares de debate sobre temas relevantes para a
vida académica e sindical dos docentes e investigadores do Ensino Superior.
Os encontros realizados em Coimbra são uma organização conjunta do SNESup e
do Núcleo de Estudantes de Sociologia da Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra. Inscrições gratuitas para snesup.coimbra@snesup.pt
"Os encarregados de trabalhos. Uma figura híbrida do ECDESP" Encontro Nacional de Encarregados de Trabalhos
24 de Abril – 15 horas Quem são os Encarregados de Trabalhos? Qual o enquadramento jurídico dos Encarregados de Trabalhos? Quais os seus direitos e deveres em relação às carreiras docentes e às carreiras técnicas? Quais os problemas específicos dos Encarregados de Trabalhos? Que propostas concretas podem ser assumidas para melhor a sua situação?
"Ensino por projectos (Project Led Education)" José Manuel Oliveira (Universidade de Aveiro)
6 de Maio – 17 horas Em que consiste o modelo de aprendizagem baseado em projectos? Em que medida conduz às premissas de Bolonha que sustentam que os projectos de aprendizagem se centrem nos alunos? De que modo e em que grau obriga o “Ensino por projectos” a mudanças na estrutura dos cursos, no funcionamento das instituições, nos papéis dos alunos e dos professores no processo de aprendizagem? Como se avaliam os alunos num sistema de “Ensino por projectos”? Quais as virtudes de substituir o modelo tradicional de ensino por disciplinas por uma modelo baseado nos módulos temáticos em que assenta o “Ensino por projectos”? Quais as implicações do funcionamento dos módulos temáticos em termos da divisão dos semestres e da flexibilização de horários? Quais os recursos indispensáveis para uma instituição de Ensino Superior que queira adoptar o “Ensino por projectos”?
"A transição do Ensino Secundário para o Ensino Superior"
Rosário
Pinheiro (Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra) 24 de Maio – 17 h O que muda na vida dos estudantes com o ingresso no Ensino Superior? Como mudam as rotinas, papéis e relacionamentos interpessoais dos estudantes? Quais são as vivências académicas dos estudantes do primeiro ano? Como se processa a integração social e académica, como evoluem os aspectos vocacionais, relacionados com o curso e a carreira, como se caracterizam o bem estar físico e psicológico dos estudantes? Qual o universo representacional dos estudantes do Ensino Superior? Quais as suas origens socioeconómicas? Como se podem explicar os níveis de absentismo às aulas no Ensino Superior? O que explica as elevadas taxas de abandono? De que forma e com que profundidade participam os estudantes na vida académica? Que pode ser feito para apoiar os estudantes no processo de transição e adaptação ao Ensino Superior?
2. Encontros quase casuais (Lisboa) Inscrições gratuitas para organizacao@snesup.pt
"Direitos Humanos em Portugal, os imigrantes pobres" José Maria Martins, advogado 5 de Maio – 17h 30m Protagonista de um dos casos judiciários que está
a abalar o país, José Maria Martins demonstrou mestria. Vem falar-nos das
suas experiências profissionais num campo distinto (ou talvez não) daquele em
que se tornou famoso. "Portal de Ciência em português" Paulo
Carrasqueira, empresário 12 de Maio – 17h 30m http://www.cienciapt.net |
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O Ensino Superior na rota de Bolonha
Joaquim Ramos de Carvalho, professor da Faculdade de
Letras da Universidade de Coimbra, Conselheiro Nacional do European Credit Transfer System e
Membro da Coordenação do Grupo de Missão para o Espaço Europeu de Ensino
Superior da Universidade de Coimbra, dinamizou na Faculdade de Economia da
Universidade de Coimbra um debate sobre “Processos de comparação entre
métodos e conteúdos de ensino na União Europeia”. Este debate, promovido pelo
SNESup no âmbito na iniciativa “Encontros quase casuais” e pelo Núcleo de
Estudantes de Sociologia, beneficiou da presença de 30 participantes entre
estudantes e docentes do Ensino Superior.
O debate procurou discutir questões como: saber até onde
é possível comparar métodos e conteúdos de ensino entre diferentes países da
UE? O que aprendemos com o Tuning
Education Structures in Europe? Como são recolhidos os dados para
comparar curricula à escala
europeia? Como comparar e diferenciar os ciclos de formação à escala
europeia? Para que servem os Dublin
descriptors? E até onde é possível falarmos num sistema europeu de Ensino
Superior?
Antes de apresentar o projecto de Tuning em que participa, Joaquim Ramos de Carvalho
contextualizou-o no processo de Bolonha. A Declaração de Bolonha começou por
ser referida como um texto que padece do sindroma do documento primário
perdido, no sentido em que se trata de um documento de uma página, que muitos
não leram ou já esqueceram, mas que tem suscitado muita teoria, muita
discussão e muita interpretação que ultrapassam de longe os parâmetros do
documento fundador. O processo de Bolonha é uma espécie de guarda-chuva que
paira sobre as instituições de Ensino Superior e que leva a que todos os
actores nele implicados percebam que há alguma coisa que tem de ser feita. O
que, na prática, tem de (ou pode) ser concretizado é matéria de muitas
agendas e de diferentes prioridades.
Mas se as agendas e as prioridades são diversas há um
denominador que é comum a todas elas. Este denominador é o receio europeu de
a educação de nível superior na Europa ser de segunda qualidade em relação à
sua congénere norte-americana. A questão pungente de Bolonha e do rumo que o
Ensino Superior está a tomar na sequência desta Declaração é a de saber como
é que universidades tão antigas, tão prestigiadas e supostamente excelentes
estão a perder o comboio do Ensino Superior de qualidade. A grande agenda de
Bolonha é, pois, a concorrência com os EUA.
Mas se Bolonha surge na sequência de uma iniciativa
política de um conselho de ministros europeus, depressa as universidades
foram entrando na discussão que o processo suscita, impondo as suas próprias
agendas e procurando assumir um controlo sobre o evoluir do processo. Ainda
que a agenda política da União Europeia tenha vindo a refazer o agendamento e
a definição de prioridades estabelecidas pelas universidades, o que é
inegável é que Bolonha deu um safanão em instituições que passavam por uma
certa letargia.
O Tuning
Education Structures in Europe, sendo um projecto promovido pelas
universidades e não pela União Europeia reflecte uma das consequências
imediatas que Bolonha acarreta para as instituições de Ensino Superior. Terminada
a primeira fase, e com a segunda a terminar em Maio próximo, o Tuning procura comparar métodos e
conteúdos de ensino a nível europeu e aposta na convergência e na sintonia,
procurando definir perfis profissionais comparáveis e contribuir, através da
possibilidade de tornar os diplomas mais facilmente legíveis em termos dos seus
conteúdos, para a empregabilidade no mercado de emprego europeu.
A filosofia dominante do Tuning assenta no objectivo assumido de fazer com que as
dinâmicas de ensino e de aprendizagem passem de uma aproximação centrada no
professor para uma abordagem centrada no aluno. Neste sentido, o Tuning recorreu aos inquéritos por
questionário para recolher dados que permitam apontar caminhos para a
concretização deste desiderato. Apontando para que a formação do primeiro
ciclo seja menos especializada e para que haja uma maior flexibilidade nos
programas curriculares, o Tuning
procura averiguar o que deve um estudante entender ser capaz de fazer para
ser empregável. No limite, deseja-se que os processos de Tuning possam indicar perfis profissionais, sendo que, para que
os perfis possam ser definidos, se torna necessário que existam conteúdos
comuns que tenham reflexo no curriculum,
pelo que é obrigatório reflectir sobre os métodos de ensino e verificar se os
conteúdos são bem ensinados.
A questão da distinção de ciclos de formação é uma
tarefa complicada que o Tuning
procura abordar. O primeiro ciclo constitui um ponto de saída do sistema, mas
ele só faz sentido se garantir emprego a quem sai. A questão é que os pontos
de saída do sistema com empregabilidade garantida, se o primeiro ou o segundo
ciclo, variam muito de país para país e mesmo entre áreas científicas dentro
do mesmo país. Quando se percebe que o primeiro ciclo não garante emprego há
uma pressão muito grande para que o segundo ciclo não seja pago. A questão
que se coloca em muitos casos, e certamente no caso português, está em saber,
num cenário de encurtamento das licenciaturas que as convertam num primeiro
ponto de saída do sistema sem grandes garantias de empregabilidade, qual o
modelo de financiamento para os mestrados.
Uma das questões centrais do Tuning reside na dúvida em saber se poderemos chegar a uma
definição genérica comparada que permita dizer o que é um primeiro ciclo e o
que é um segundo ciclo. É aqui que entram os Dublin descriptors, muito acarinhados pela União Europeia e pelas
agências da medição da qualidade. Estes descritores facilitam a comparação de
ciclos de formação à escala europeia. Ainda que, em muitos casos, as
comparações não sejam fáceis, o Tuning
mostra que as comparações são vantajosas porque relativizam as nossas ideias.
Por outro lado, a filosofia que aponta para lógicas de ensino e de
aprendizagem centradas no estudante permitem medir o esforço real dos
estudantes para serem bem sucedidos nas diferentes disciplinas que frequentam
e obriga a que os professores explicitem o que os alunos são capazes de fazer
depois de frequentada a disciplina e que não sabiam fazer antes. O Tuning leva as instituições de Ensino
Superior e os seus docentes e discentes a pensar em termos de competências e
de resultados e não exclusivamente em termos de conteúdos.
O debate com a audiência centrou-se à volta de questões
como a eventual homogeneização causada pela comparação. Saber até que ponto a
Europa deve apostar em mimetizar o sistema americano para atingir a
excelência. Se o desenvolvimento de mecanismos que facilitem a leitura dos
graus académicos à escala europeia leva ou não a que o Ensino Superior esteja
apenas a formatar indivíduos para o mercado de trabalho. Se a transparência
garantida pela comparação pode gerar diversidade de curricula formativos. Até que ponto a ilegibilidade de sistemas
de formação diversos constitui um obstáculo à mobilidade. Se é possível e
desejável estabelecer rankings de
instituições de Ensino Superior. Se esses rankings
são fáceis de evitar e se os selos de excelência são uma alternativa viável
aos rankings. Em que medida um
estatuto de carreira docente estruturado no número de horas de aulas e não de
assistência prestada aos alunos colide com a abordagem de centrar as
dinâmicas de ensino e de aprendizagem nos alunos e não nos docentes.
O debate não permitiu responder taxativamente à questão
de saber se é possível falar num sistema europeu de Ensino Superior. Foi útil
não só pelas informações e pela troca de ideias que possibilitou, mas também
pelas questões que deixou em aberto para o próximo debate a realizar a 22 de
Abril. Porque não estão obrigadas as instituições de Ensino Superior
portuguesas a desenhar os seus cursos em sistemas de ECTS? Quais as
metodologias adequadas para implementar o ECTS? Quais as dificuldades das
instituições de Ensino Superior portuguesas para adoptarem um sistema de
ECTS? Como avalia o ECTS a quantidade de trabalho dos estudantes? Como se
combina o ECTS com a aprendizagem ao logo da vida? Como se concretiza Bolonha
através da adopção do ECTS? Em que medida a auto-avaliação pode favorecer a
adopção de um sistema de ECTS? Em que medida respondem os actuais programas
de mobilidade ao processo Sorbonne-Bolonha-Praga-Berlim?
A
Delegação do SNESup em Coimbra
15
de Abril de 2004 |
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1. Seminário – DINÂMIA/ISCTE 22 de Abril, às 17H00 - Sala 329 – Ala Autónoma - ISCTE
“O Paradoxo da Discussão. Crítica em Ciência – Problemas e Soluções”
Iniciativa divulgada a pedido de
2. Sessão de Trabalho – Reitoria da Universidade do Porto 26 de Abril, às 17h00 – Auditório da Reitoria
"Com o objectivo de melhor informar a posição dos Investigadores da UP
sobre o novo MODELO DE FINANCIAMENTO DO SISTEMA CIENTÍFICO, TECNOLÓGICO E DE
INOVAÇÃO, em audição pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior até 30 de
Abril, convido-o a participar numa sessão de trabalho na próxima
segunda-feira, 26 de Abril, às 17h00, no Auditório da Reitoria." |
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1.
Alojamentos no Gerês Utilização turística nas unidades de alojamento na região do
Gerês -
www.sorilhal.com
2. Tarifas preferenciais em Hoteis Tarifa Preferencial Vorwerk 2004, com o Grupo
SANAhotels. |
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InfoSNESup - Ano 15 - Número 4 - Abril de 2004 -
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