SNESup reúne com novo presidente da A3ES

O SNESup reuniu com o novo Conselho de Administração da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), agora presidido pelo colega João Guerreiro, e alertou para a necessidade do reforço na verificação do cumprimento das regras definidas para o quadro docente nas instituições. É particularmente preocupante o número inaceitavelmente elevado de docentes convidados nas instituições de ensino superior, públicas e privadas, sendo a situação agravada por cargas excessivas no horário letivo destes professores face à percentagem de contratação.  

FCT em silêncio sobre concurso

A FCT abriu ontem concurso para projetos de investigação em todos os domínios científicos com critérios de seleção/avaliação que o SNESup considera inaceitáveis. Mais de um mês após o envio de cartas para a Fundação para a Ciência e Tecnologia, e após insistência no contacto com a FCT e envio de carta para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) a manifestar a oposição aos critérios do concurso, o SNESup não teve qualquer resposta. É inaceitável o contínuo silêncio da tutela e da FCT sobre este e outros assuntos que tocam a comunidade científica. Sem diálogo não se criam pontes e não se constroem melhores soluções. Consideramos, por isso, inadmissíveis critérios que conferem uma bonificação não fundamentada, criando assim desigualdade de acesso/oportunidades, bem como que a ponderação da bonificação se possa fazer/aferir depois de conhecidas as candidaturas, abrindo-se a porta à suspeita de favorecimento, em detrimento da neutralidade e transparência.

Presidente do SNESup: “Avaliações devem ser presenciais nem que tenham de ser recalendarizadas”

Mariana Alves Gaio diz ao Jornal Económico que o segundo semestre, que se inicia em fevereiro e março, dependendo da faculdade ou do politécnico, “deverá ser bem preparado” para evitar avanços e recuos futuros devido à pandemia. “O nosso alerta é no sentido de que não são só estas duas semanas, nem os exames que decorrem neste momento, é também a questão de pensar como vai ser o próximo semestre”, sublinha a presidente do SNESup, que defende que “as avaliações que estavam previstas para ser presenciais devem continuar presenciais, nem que tenham que ser recalendarizadas”.
Jornal Económico

Riscos do confinamento no Superior

A evolução preocupante da pandemia nas últimas semanas ditou o encerramento das universidades e politécnicos dando origem a um cenário em que as soluções adotadas são muito diversas entre instituições de ensino superior, surgindo riscos na avaliação dos estudantes, no trabalho dos docentes e investigadores e de claro prejuízo pedagógico. Entendemos que a manutenção dos calendários inicialmente previstos ou até o adiamento do início das aulas do segundo semestre são opções mais benéficas para os estudantes e com vantagens para a qualidade do trabalho dos professores. O adiamento de avaliações para a páscoa ou para junho, iniciando-se entretanto as aulas do segundo semestre, resulta em claro prejuízo das aprendizagens e organização do estudo dos alunos. Para o SNESup, nas áreas científicas em que é possível, é urgente que sejam pensadas alterações nas avaliações de forma a que possam ser realizadas online, dado o período excepcional que vivemos. Mas devem ser mantidas de forma presencial todas as avaliações que não podem ser realizadas online, sempre com salvaguarda das condições de segurança sanitária e mantendo ou reajustando o respetivo calendário.

Associações de pais e professores aplaudem opção por “férias” escolares

No Ensino Superior, que se encontra em época de exames e avaliação, entre mudança de semestres, nem todas as universidades e politécnicos seguem a mesma opção. A presidente do Sindicato nacional do Ensino Superior, Mariana Gaio Alves, diz ao DN que a “tendência é continuar com aulas online” no segundo semestre alertando que em muitos cursos é imprescindível que as aulas sejam presenciais, por exemplo as laboratoriais.
Diário de Notícias