Profissionais do Ensino Superior querem ser grupo prioritário da vacinação

“Estamos perante um novo cenário em que todos os profissionais estão numa situação de exceção, porque mantêm um contacto diário com alunos e colegas”, disse Mariana Gaio Alves, presidente do SNESup, defendendo que “este cenário obriga a repensar as prioridades de vacinação” definidas no final do ano passado.
RTP/Lusa

SNESup contra fecho das instituições no confinamento

Presidente do SNESup diz que, no geral, as instituições de ensino superior têm adotado as medidas de segurança necessárias para evitar novos contágios e surtos em ambiente académico. Em declarações à rádio Observador, Mariana Gaio Alves não vê, por isso, razões para o fecho das instituições neste segundo confinamento.
Rádio Observador

Ensino Superior e o confinamento

O país prepara-se para atravessar mais um período de confinamento geral, mas tudo indica que o Ensino Superior deverá manter atividades letivas, nomeadamente avaliações de alunos, em regime presencial. Ou seja, a esmagadora maioria dos docentes e investigadores não estarão no regime de teletrabalho, sempre respeitando as normas de segurança como o uso de máscara, higienização, adequação do número de pessoas à dimensão dos espaços físicos e distanciamento social. É crucial que todos os docentes e investigadores sejam protegidos, reconhecendo-se o seu esforço e  risco.  Por isso, o SNESup vai apelar às autoridades de saúde para que estes profissionais possam ter acesso prioritário à vacina, pelo facto de não se encontrarem em regime de teletrabalho. O SNESup lembra ainda que continua em curso, por tempo indeterminado, a greve que permite o direito de resistência e de salvaguarda da saúde. Sempre que qualquer docente ou investigador considere que se encontra numa situação de perigo em que não estão reunidas as condições de segurança para a execução do seu trabalho pode e deve recorrer à greve convocada pelo SNESup.

SNESup pede extensão do prazo de inscrição na ADSE

SNESup pediu ao Governo e apelou à intervenção dos partidos com assento parlamentar para que se estenda até ao fim de 2021 o prazo que permite a inscrição na ADSE de docentes e investigadores abrangidos pelo PREVPAP. O sindicato também quer que sejam incluídos no diploma do Governo os docentes e investigadores que trabalham em associações privadas sem fins lucrativos, criadas pelas instituições de ensino superior.
Notícias ao Minuto/Lusa