Em dia de arranque de inscrições nas universidades, o SNESup está preocupado com as universidades que estão a escolher o ensino à distância. Mariana Gaio Alves, presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, explica à rádio Observador que é difícil gerir uma turma em que alguns alunos estão em casa e outros nas salas de aula.
Rádio Observador
“No momento da matrícula numa licenciatura não desaparecem os obstáculos suscetíveis de conduzir a abandono e insucesso escolar, nem as desigualdades deixarão de se fazer sentir”, escreve a presidente do SNESup no Público.
“Voltámos a ter um número recorde de candidatos e houve dificuldade em disponibilizar vagas para aceitar todos os alunos” mas “continuamos a ter uma percentagem reduzida de pessoas com o Ensino Superior completo”, alerta ao inevitável Mariana Gaio Alves.
SNESup alerta que “nada é referido relativamente à testagem” na academia, uma possibilidade que existiu no ano letivo anterior. “É uma importante medida de controlo da pandemia. Parece-nos importante que estivesse disponível, porque temos um grande aglomerado de pessoas”, afirmou a dirigente sindical.
DN/Lusa
Das orientações consta a indicação de que as instituições devem garantir que os estudantes têm acesso a EPI (equipamentos de protecção individual), mas nada de similar é referido para docentes, investigadores e pessoal não docente como defendemos que deveria acontecer. Também se nota que, ao contrário do que sucede noutros níveis de ensino, não parece estar prevista testagem nas universidades e politécnicos neste novo ano letivo. O que nos parece ser incompreensível.
O novo ano letivo vai arrancar com o apelo para o regresso total ao ensino presencial, com o maior número de candidatos ao Ensino Superior dos últimos 25 anos, com um reforço histórico do número de vagas no concurso nacional e com o anúncio pelo Governo de abertura de novos cursos nos próximos anos. São boas notícias que revelam valorização e investimento na formação académica em Portugal. Mas não podemos deixar de assinalar com muita preocupação que todas estas mudanças não sejam acompanhadas por medidas do Governo para o reforço de recursos humanos e financeiros, de forma a acolhermos de forma mais eficaz e com maior qualidade de ensino um grupo de estudantes cada vez mais amplo e diverso.