Posição do SNESup sobre o OE2022 publicada hoje no Jornal Económico:
“Se é consensual que o país só se desenvolve com mais ensino superior e ciência, esta proposta de OE não inclui medidas que permitam planear o crescimento das atividades de investigação e de formação de profissionais e cidadãos de forma sustentada”
Jornal Económico
O SNESup recebeu o texto com o Regulamento da avaliação do desempenho e alteração do posicionamento remuneratório dos docentes em regime de contrato de trabalho que integram a carreira docente da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa para audição sindical.
Não têm faltado notícias sobre alegados comportamentos impróprios em instituições do ensino superior, que abarcam situações de assédio; irregularidades na avaliação de docentes e alunos; procedimentos concursais e de contratação pouco fiáveis; atos de intimidação daqueles que alertam para este tipo de situações e reclamam investigações e mudanças. Há um clima de medo e um ambiente propício à prepotência nas instituições do ensino superior.
O subfinanciamento estatal para o ensino superior e ciência é o tema do artigo de opinião da presidente do SNESup, publicado hoje no Público.
Público online
Nesta data comemorativa, dedicada aos trabalhadores, recordamos o direito ao trabalho digno no ensino superior e na ciência.
Há mais de uma década que o ensino superior e ciência é alvo do subfinanciamento estatal, situação que se reflete no dia a dia e nas carreiras dos investigadores e docentes. As contratações sem remuneração ou a baixo custo; a atribuição ilegal de mais horas de aulas do que as que estão previstas por lei, e a dificuldade de progredir de escalão remuneratório são alguns dos obstáculos com que se deparam.
O SNESup reuniu terça-feira com a nova equipa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Na reunião, em que estiveram presentes a ministra Elvira Fortunato e o secretário de estado do ensino superior Pedro Teixeira, pudemos constatar disponibilidade para auscultar as preocupações do SNESup sobre o trabalho de docentes e investigadores. Saudamos, também, a abertura que manifestaram para receber contributos com vista à resolução dos problemas que atingem o ensino superior e a ciência.