Comunicados
Petição para que a FCT cumpra integralmente as Leis
Apelamos a que assinem a petição “Para que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) respeite e cumpra integralmente as Leis da República Portuguesa nos concursos de projetos de IC&DT e Estímulo ao Emprego Científico Individual – 4.ª Edição” em https://participacao.parlamento.pt/initiatives/1862.
Esta petição resulta da análise realizada no SNESup aos critérios de seleção/avaliação dos concursos recentemente abertos pela FCT e da constatação de que os mesmos violam princípios constitucionais e regras do estado de emergência sobre prazos administrativos.
O texto completo da petição pode ser descarregado em formato pdf do site da página da petição no website Assembleia da República, estando também disponível no site do SNESup.
Avaliação de Desempenho na Universidade de Évora
A avaliação do desempenho docente é uma dinâmica instituída há já mais de 10 anos no ensino superior português. É incompreensível que tantos dirigentes de universidades e politécnicos continuem a utilizar todos os subterfúgios para não pagarem as progressões remuneratórias devidas aos docentes.
Desconformidades nos Suplementos de Dirigentes das IES
O SNESup considera inaceitável a existência de desconformidades na aplicação do regime de suplementos remuneratórios a titulares de cargos de gestão nas Instituições de Ensino Superior (IES), detetadas pelo Tribunal de Contas e que foram noticiadas na passada sexta-feira. Lembramos que os orçamentos claramente insuficientes, ano após ano, no Ensino Superior e Ciência são, recorrentemente, a justificação apresentada pelos dirigentes das IES para não regularizarem vínculos precários, não pagarem os reposicionamentos remuneratórios, na sequência das avaliações de desempenho, e não abrirem concursos públicos internacionais que permitam a progressão nas carreiras de docentes e investigadores.
SNESup quer reunir com partidos
O silêncio sobre as tarifas sociais de acesso à internet e sobre o apoio para material informático tanto para docentes e investigadores como para estudantes é inadmissível. Não podemos aceitar que o ensino à distância tenha como princípio que todas as despesas inerentes sejam suportadas pelos docentes e investigadores, dentro do seu orçamento familiar. Além destes dois pontos, vamos alertar os partidos, o CRUP e o CCISP para as implicações que o ensino à distância e o contexto epidémico vão ter na avaliação de desempenho dos docentes quando muitos já manifestam dificuldades em conciliar as responsabilidades profissionais com as familiares.
Pedido de contributos – Projeto RCCPD – UMinho
O SNESup teve conhecimento que está em audição pública o projeto do Regulamento da Carreira e Contratação do Pessoal Docente em Regime de Direito Privado da Universidade do Minho
SNESup reúne com novo presidente da A3ES
O SNESup reuniu com o novo Conselho de Administração da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), agora presidido pelo colega João Guerreiro, e alertou para a necessidade do reforço na verificação do cumprimento das regras definidas para o quadro docente nas instituições. É particularmente preocupante o número inaceitavelmente elevado de docentes convidados nas instituições de ensino superior, públicas e privadas, sendo a situação agravada por cargas excessivas no horário letivo destes professores face à percentagem de contratação.
FCT em silêncio sobre concurso
A FCT abriu ontem concurso para projetos de investigação em todos os domínios científicos com critérios de seleção/avaliação que o SNESup considera inaceitáveis. Mais de um mês após o envio de cartas para a Fundação para a Ciência e Tecnologia, e após insistência no contacto com a FCT e envio de carta para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) a manifestar a oposição aos critérios do concurso, o SNESup não teve qualquer resposta. É inaceitável o contínuo silêncio da tutela e da FCT sobre este e outros assuntos que tocam a comunidade científica. Sem diálogo não se criam pontes e não se constroem melhores soluções. Consideramos, por isso, inadmissíveis critérios que conferem uma bonificação não fundamentada, criando assim desigualdade de acesso/oportunidades, bem como que a ponderação da bonificação se possa fazer/aferir depois de conhecidas as candidaturas, abrindo-se a porta à suspeita de favorecimento, em detrimento da neutralidade e transparência.
Riscos do confinamento no Superior
A evolução preocupante da pandemia nas últimas semanas ditou o encerramento das universidades e politécnicos dando origem a um cenário em que as soluções adotadas são muito diversas entre instituições de ensino superior, surgindo riscos na avaliação dos estudantes, no trabalho dos docentes e investigadores e de claro prejuízo pedagógico. Entendemos que a manutenção dos calendários inicialmente previstos ou até o adiamento do início das aulas do segundo semestre são opções mais benéficas para os estudantes e com vantagens para a qualidade do trabalho dos professores. O adiamento de avaliações para a páscoa ou para junho, iniciando-se entretanto as aulas do segundo semestre, resulta em claro prejuízo das aprendizagens e organização do estudo dos alunos. Para o SNESup, nas áreas científicas em que é possível, é urgente que sejam pensadas alterações nas avaliações de forma a que possam ser realizadas online, dado o período excepcional que vivemos. Mas devem ser mantidas de forma presencial todas as avaliações que não podem ser realizadas online, sempre com salvaguarda das condições de segurança sanitária e mantendo ou reajustando o respetivo calendário.
Ensino Superior e o confinamento
O país prepara-se para atravessar mais um período de confinamento geral, mas tudo indica que o Ensino Superior deverá manter atividades letivas, nomeadamente avaliações de alunos, em regime presencial. Ou seja, a esmagadora maioria dos docentes e investigadores não estarão no regime de teletrabalho, sempre respeitando as normas de segurança como o uso de máscara, higienização, adequação do número de pessoas à dimensão dos espaços físicos e distanciamento social. É crucial que todos os docentes e investigadores sejam protegidos, reconhecendo-se o seu esforço e risco. Por isso, o SNESup vai apelar às autoridades de saúde para que estes profissionais possam ter acesso prioritário à vacina, pelo facto de não se encontrarem em regime de teletrabalho. O SNESup lembra ainda que continua em curso, por tempo indeterminado, a greve que permite o direito de resistência e de salvaguarda da saúde. Sempre que qualquer docente ou investigador considere que se encontra numa situação de perigo em que não estão reunidas as condições de segurança para a execução do seu trabalho pode e deve recorrer à greve convocada pelo SNESup.
Decreto-Lei que estabelece o alargamento da ADSE
Foi aprovado ontem, em Conselho de Ministros, o Decreto-Lei que estabelece o alargamento da ADSE aos titulares de Contrato Individual de Trabalho que exerçam funções em entidades de natureza jurídica pública. Esta é uma medida que só peca por tardia, tendo em conta a discriminação existente entre trabalhadores com contrato de trabalho em funções públicas, que descontam para a ADSE, e os trabalhadores com contrato individual de trabalho que não descontam e que não se encontravam abrangidos por este subsistema de saúde.